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Cresce mercado de segunda moradia

"O bom momento econômico do país beneficia todas as classes, que têm movimentado o mercado imobiliário. A classe mais pobre, com a melhoria do acesso ao crédito, chega ao mercado para comprar sua primeira moradia; a classe média procura trocar o imóvel por outro melhor; e as classes mais abastadas partem para a segunda moradia, com a aquisição de casas de campo, chácaras, sítios e até a demanda por casas e apartamentos de praia voltou a ser significativa", diz Bráulio Lara, diretor da Aceti Netimóveis.

Graciela Barcelos, diretora de Produto da Gran Viver Urbanismo, empresa do grupo Seculus, especializada na incorporação de loteamentos, estima que, nos últimos cinco anos, os investimentos em empreendimentos com perfil de segunda moradia cresceram 30%, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para atender uma demanda crescente, formada, em sua maioria, por famílias com crianças pequenas. "São famílias que buscam se refugiar, no fim de semana, do corre-corre e dos problemas do centro urbano, como o trânsito pesado, em condomínios que oferecem qualidade de vida, contato com a natureza, por meio de grandes áreas verdes e lazer completo", observa.

Segundo ela, a preferência dos clientes é por condomínios fechados, fora do centro urbano, mas dentro da região metropolitana, e que oferecem toda a infraestrutura das cidades, como bons acessos por estradas asfaltadas, água, luz , telefonia fixa e móvel, e cobertura por operadoras de TV por assinatura e provedores de internet. "Localização, segurança e conforto são os principais critérios aplicados pelo cliente para fazer a sua escolha", ressalta.

Sossego do campo com o conforto da cidade


Clientes investem na segunda moradia em imóveis com moderna infraestrutura de lazer e esportes, além de serviços de telefonia e TV por assinatura

Já se foi o tempo em que, para fugir do caos urbano, nos momentos de folga, o belo-horizontino tinha disposição para enfrentar longos deslocamentos, em estradas de terra, para chegar ao sítio ou casa de campo, muitas vezes localizado em regiões sem um mínimo de infraestrutura: energia elétrica, água tratada e encanada. De acordo com agentes do mercado imobiliário, a maioria dos clientes de Belo Horizonte que busca uma segunda moradia em Minas quer um imóvel situado dentro dos limites da região metropolitana, com acesso por estrada asfaltada, e de preferência em condomínio fechado, que ofereça segurança, contato com a natureza, completa estrutura de lazer e esportes, e todo o conforto que já tem na cidade grande, como serviços de telefonia, móvel e fixa, TV por assinatura e internet.

Assim como os clientes de outros segmentos do mercado imobiliário, quem busca uma segunda moradia tem a localização como um dos principais critérios para a definição de compra. "O imóvel tem de estar fora do centro urbano, mas próximo a ele. E sempre que pode, o cliente quer um imóvel situado em condomínio fechado, principalmente em função da segurança", diz Bráulio Lara, diretor da Aceti Netimóveis. De acordo com o sócio-proprietário da Cidade e Campo Imóveis, Eliseu Corrêa, a maioria dos clientes quer imóveis localizados a no máximo 60 quilômetros da capital, em municípios do vetor Sul de desenvolvimento de Belo Horizonte. Para o vetor Norte, observa Graciela Barcelos, diretora de Produto da Gran Viver Urbanismo, também existe grande demanda por imóveis destinados à segunda moradia, em municípios como Lagoa Santa e Vespasiano.

DESEMBOLSO MAIOR Segundo Bráulio, a maior demanda desse mercado se concentra em casas já construídas, formada por clientes que podem fazer um desembolso maior na hora da compra, e em terrenos, em média de mil metros quadrados (m²), situados em loteamentos fechados. Já Eliseu lembra que existe ainda procura significativa por chácaras com até 3 mil m², nos municípios do vetor Sul, e por áreas maiores, sítios e chácaras, situados em terrenos de 10 mil m², em cidades como Betim, Sete Lagoas, Esmeraldas, Igarapé, Nova Lima e Rio Acima.

Além da localização próxima a Belo Horizonte e da preferência por condomínios fechados, o cliente quer na segunda moradia aliar a tranquilidade do campo com os benefícios da vida moderna. "As famílias querem manter na segunda moradia as facilidades que têm na cidade, principalmente aquelas com filhos adolescentes. Portanto, o imóvel tem de estar localizado em área que ofereça telefonia, TV por assinatura e acesso à internet. Oferecer essas facilidades tornou-se importante para a venda de um empreendimento, mesmo de segunda moradia", assinala. O lazer, especialmente para crianças, é outra exigência do cliente, atesta Eliseu.

Para Graciela, o aquecimento do mercado de segunda moradia e as mudanças no perfil de exigências do cliente podem ser atestados pelo grande volume de lançamentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte e pelo aumento da velocidade de vendas das unidades. "Nós, da Gran Viver, por exemplo, lançamos o Ville Casa, em Casa Branca, no município de Brumadinho, e em apenas seis meses comercializamos os 86 terrenos colocados à venda, uma boa velocidade de vendas para o segmento, tanto que já estamos preparando mais um lançamento, o Gran Royalle Casa Branca, também em Brumadinho, onde vamos oferecer 500 lotes, de 1 mil m², em um condomínio com completa estrutura de lazer e esportes", antecipa.

Fazendas e casas de praia


Com o aumento do preço das terras no campo, que acompanharam a valorização dos imóveis urbanos, diminuiu o volume de comercialização de fazendas. "A exceção fica por conta daquelas situadas nas proximidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, distantes até 120 quilômetros da capital. Também se mantêm aquecidas as vendas de fazendas localizadas no Sul e no Norte de Minas", informa Eliseu Corrêa.

Segundo ele, a novidade no mercado é a crescente valorização das terras no Norte de Minas, consideradas nova fronteira da mineração no estado. "Com a alta de preços do minério de ferro no mercado internacional, as terras do Norte de Minas estão sendo muito procuradas, o que eleva o preço de áreas antes com pouca liquidez, devido ao clima seco, pouco propício para a agricultura. Há demanda de terras na região também para a plantação de eucalipto."

De acordo com Eliseu, em Minas, os preços das fazendas situadas próximas aos grandes centros urbanos, em áreas de até 300 hectares, com acesso por estrada asfaltada, servidas por água, boa topografia e terras para cultura, estão entre R$ 15 mil e R$ 35 mil o hectare. As demais fazendas valem entre R$ 2 mil e R$ 14 mil o hectare.

Na avaliação de Bráulio Lara, outro mercado que volta a se movimentar diante do bom momento econômico do país é o de imóveis na praia. Ele diz que voltaram os investimentos em lançamentos, em estados como Bahia e Espírito Santo, muito demandados pelos mineiros, e a oferta está se modernizando, com a disponibilização de novos sistemas de venda, como o fractional.

Ele explica que o novo sistema, que se enquadra no conceito de multipropriedade, consiste na compra de uma fração do imóvel, que é medida pelo tempo em que a propriedade será usada pelo comprador. "E ele difere dos sistemas time share porque a fração adquirida poderá ser vendida pelo proprietário, que também pode alugar o imóvel no período que estiver reservado a ele no ano", acrescenta.

Entre os empreendimentos de veraneio comercializados pelo sistema fractional, vendidos hoje pela Aceti, Bráulio Lara cita o Itacaré Paradise, em Itacaré, na Bahia; o Aguativa Privilege, em Cornélio Procópio, no Paraná; e Quintas de Sauípe, na Costa do Sauípe, também na Bahia. O preço médio de uma cota de uma unidade desses empreendimentos, informa, é de R$ 185 mil.

fonte:www.em.com.br